BSB- 09/01/2015
REFLEXÕES SOBRE A REUNIÃO NA CASA CIVIL
Impossível começar esta
narrativa, sem colocar um pouco de mim mesma nesse contexto.
Após a confirmação para a
reunião na Casa Civil, criou-se uma atmosfera de expectativas de como seria
essa atividade. A Casa Civil, localizada no Palácio do Planalto, possui uma
série de protocolos, e assim, fui inserida na realidade de Brasília. Com “roupa
de Casa Civl”, como dizem os cgabianos, fui com Marcelo Pedra para a tão falada
reunião. Chegando lá, não pude conter a minha alegria infantil e meio mágica em
estar adentrando em um espaço tão importante quanto o Palácio do Planalto. Não,
a Dilma não estava lá. Pena, pois isto teria coroado a minha primeira inserção
no Palácio do Planalto. Enfim, passados esses primeiros momentos de certo
regozijo, começamos com o que de fato, havia
ido fazer lá.
A reunião na Casa Civil envolveu diversos atores afim de discutir os rumos de novas políticas.
Este momento foi de
discussão e articulação no sentido de um esboço sobre a inserção do Governo
Federal, dentro do Programa Crack é Possível vencer, voltado para a situação de
gestantes e recém nascidos em situação de rua e violência.
Foram feitas várias discussões sobre a necessidade de se pensar numa política que inclua as mulheres gestantes e seus filhos quando em situação de rua. Diversos fatores foram pontuados, mas o que mais chamou minha atenção foi que essa situação, embora não devesse existir, necessita de um cuidado especial, uma vez que lida com direitos e se trata de um assunto bastante complexo.
Essa reunião marcou, para mim, um espaço de grande articulação e esforço dos diversos atores envolvidos, no sentido de se pensar em meios de construção coletiva de uma política que dê conta dessa questão.
Foram feitas várias discussões sobre a necessidade de se pensar numa política que inclua as mulheres gestantes e seus filhos quando em situação de rua. Diversos fatores foram pontuados, mas o que mais chamou minha atenção foi que essa situação, embora não devesse existir, necessita de um cuidado especial, uma vez que lida com direitos e se trata de um assunto bastante complexo.
Essa reunião marcou, para mim, um espaço de grande articulação e esforço dos diversos atores envolvidos, no sentido de se pensar em meios de construção coletiva de uma política que dê conta dessa questão.
Assim, esse primeiro momento
de inserção externa no cenário de práticas, proporcionou uma experiência
inédita no sentido de participação nos espaços de discussão e análise de
conjunturas e o que isso traz de significado, quando se pensa em outras
possibilidades, tendo como foco o cuidado em sua integralidade. Possibilitou
também uma maior aproximação entre todos
os atores envolvidos nesse processo, e a forma como é pensada essa estrutura
para tornar viável e concreta uma proposta que começa sempre pelo campo das
idéias e do imaginário e que ao longo das discussões vai tomando forma e
tornando-se palpável. A inserção do
especializando nestes cenários é de extrema importância, pois ao mesmo tempo em
que possibilita um contato real com o campo das discussões para tomada de
decisões, provoca também, a necessidade de apropriação desses espaços de
discussão com o objetivo de contribuir para uma construção coletiva do cuidado.

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