A Biblioteca em movimento
Com o novo espaço da biblioteca sendo ofertado para o
usuário, surgiu uma demanda de uma mãe, a qual passo a narrar.
A mãe veio para uma consulta e observando a biblioteca,
que contem livros diversos entre infantis, juvenis e adultos, e após uma
conversa com a técnica de enfermagem, relatou a ela que seu filho estava com
dificuldades de leitura e escrita na escola, e que estava até sofrendo
discriminação, pois ninguém queria sentar com ele, para as tarefas em sala de
aula.
A técnica, então,aconselhou a mãe que talvez levasse alguns livros de
fácil entendimento, para que junto com o filho, pudesse ler e talvez ajudá-lo
um pouco mais. E assim ela fez, foi até a biblioteca e separou dois livros de
histórias infantis e levou emprestado.
Aquele episódio mexeu comigo, pois quando pensamos na
biblioteca, pensamos no sentido de que ela fosse uma possibilidade de acesso à
leitura, por isso não controlamos quem retira os livros e de fato, ela teve
muito mais que essa finalidade. De repente, deu possibilidade de que as pessoas
a usassem sem tanta burocracia, de maneira livre . Posso dizer que deu tudo
certo, pois um tempo depois, a mãe devolveu os dois livros e agradeceu a ajuda.
Isso nos deixou extremamente felizes, pois a ideia de
acesso á leitura se mostrou interessante após esse episódio.
Abaixo palavras de Paulo Freire que falam um pouco sobre
essa narrativa.
“Para a concepção crítica,
o analfabetismo
nem é uma
’chaga’, nem uma
‘erva daninha’
a ser erradicada (...) mas uma
das expressões
concretas de
uma realidade
social injusta.”
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