segunda-feira, 23 de maio de 2016

A Biblioteca em movimento

Com o novo espaço da biblioteca sendo ofertado para o usuário, surgiu uma demanda de uma mãe, a qual passo a narrar.

A mãe veio para uma consulta e observando a biblioteca, que contem livros diversos entre infantis, juvenis e adultos, e após uma conversa com a técnica de enfermagem, relatou a ela que seu filho estava com dificuldades de leitura e escrita na escola, e que estava até sofrendo discriminação, pois ninguém queria sentar com ele, para as tarefas em sala de aula. 

A técnica, então,aconselhou a mãe que talvez levasse alguns livros de fácil entendimento, para que junto com o filho, pudesse ler e talvez ajudá-lo um pouco mais. E assim ela fez, foi até a biblioteca e separou dois livros de histórias infantis e levou emprestado. 

Aquele episódio mexeu comigo, pois quando pensamos na biblioteca, pensamos no sentido de que ela fosse uma possibilidade de acesso à leitura, por isso não controlamos quem retira os livros e de fato, ela teve muito mais que essa finalidade. De repente, deu possibilidade de que as pessoas a usassem sem tanta burocracia, de maneira livre . Posso dizer que deu tudo certo, pois um tempo depois, a mãe devolveu os dois livros e agradeceu  a ajuda.

Isso nos deixou extremamente felizes, pois a ideia de acesso á leitura se mostrou interessante após esse episódio.
Abaixo palavras de Paulo Freire que falam um pouco sobre essa narrativa.

“Para a concepção crítica,

 o analfabetismo nem é uma

 ’chaga’, nem uma ‘erva daninha’

a ser erradicada (...) mas uma

 das expressões concretas de

 uma realidade social injusta.”


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