E a itinerância começou.
Essa etapa que demarcou nossa inserção como Residentes em
Saúde Coletiva, os R1, foi muito importante no sentido de que pudemos conhecer
nosso território de atuação.
Nossas atividades nesse primeiro ano como R1, serão
focalizadas no Distrito Glória Cruzeiro e Cristal, que abriga Estratégias de
Saúde da Família e Unidades Básicas de Saúde.
Conhecendo a GDCC – Gerência Distrital Glória Cruzeiro e
Cristal
Essa escolha dos cenários de prática foi justamente por
esse território pertencer a áreas de extrema vulnerabilidade, onde a atuação de
profissionais com uma vocação maior para as políticas públicas do SUS se torna
uma ferramenta importante no cotidiano dos trabalhadores e usuários daquele
território, além disso, a necessidade de abertura e expansão de campos de
trabalho para atuação dos Sanitaruistas.
Desbravando o território
“...do
território não escapa nada, todas as pessoas estão nele, todas as empresas, não
importa o tamanho, estão nele, todas as instituições também, então o território
é um lugar privilegiado para interpretar o país.” No
globalitarismo, as grandes empresas é que fazem a política. Milton Santos. Revista Caros
Amigos, 17-08-1998, São Paulo, 1998.
Nossa viagem começou pelo contato com as Equipes de Saúde
da Família (ESF) pertencentes ao eixo GCC. Em grupos de quatro residentes fomos
conhecendo os caminhos que nos levavam ao território, até então, desconhecido
para a maior parte de nós. Entre ônibus e paradas erradas e muitas, muitas
horas de caminhada, fomos pouco a pouco tendo contato com o que o território
nos ofertava. Algumas com extrema dificuldade de acesso outras nem tanto, mas
ao fim e ao cabo, tudo correu da melhor forma possível. Abaixo algumas fotos que marcaram nossa passagem por algumas ESF.
Nosso Grupo: Rosi, Maristela, Andrea e .... Que na manhã
do primeiro dia desistiu da Residência por motivos particulares.
ESF Estrada dos Alpes – Fomos recepcionadas pelos R2
Gabriela e Diogo que nos mostraram o que haviam feito durante o ano e algumas
nuances sobre o território.
Belém
Velho onde fomos recepcionados pelo Sérgio, porteiro da unidade e principal
articulador do Remelexo e posteriormente pela equipe. O que mais chamou a minha atenção
foram ações de promoção muito presentes e todos os espaços.
Graciliano
Ramos, recepcionadas pela Gabriela e pela Geisa
Santa Tereza unidade reformada sem nenhum tipo de
identificação. Fomos recebidas por um dos ACS que nos mostrou a unidade e
explicou um pouco sobre o dia a dia.
Orfanotrófio recebidas pelas residentes que tem um
trabalho de reforço escolar com crianças no turno inverso que chamou bastante a
nossa atenção, além da biblioteca comunitária onde foi utilizada uma geladeira
doada pela comunidade.
.Fomos para algumas outras Unidades como Cascata,Nossa Senhora das Graças e Santa Anita onde estava a Kellyn, que nos mostrou o que
havia feito durante o percurso como R1 naquela comunidade.
Bom, depois dessa maratona de reconhecimento do
território, nada melhor do que uma cerveja bem gelada para refrescar nossas
mentes e corações depois de um sol de mais de 40º e trocarmos as nossas
impressões sobre esse reconhecimento dos nossos possíveis locais de inserção.











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