segunda-feira, 29 de maio de 2017

Programa Bolsa Família

Educação Permanente – Bolsa  Família

A cozinha/escritório/sala de reuniões foi palco de uma discussão sobre o Programa Bolsa Família (PBF). Duas trabalhadoras da unidade de saúde disseram ser contra o Bolsa porque os beneficiários naquele território na maior parte das vezes usavam o recurso para outros fins, como por exemplo, para comprar drogas e bebidas.

O argumento era que o PBF incentivava o beneficiário a não trabalhar e que as mães só iam à unidade para pesar e medir as crianças porque ser não fossem, o dinheiro do Bolsa seria cortado. Disseram também não ser justo pagarem tantos impostos e quem não trabalhava só ficava “vagabundeando”, recebia o dinheiro a custas dos outros.

Aquelas falas me fizeram perceber que, talvez a falta de conhecimento sobre o PBF pudesse ser o motivo do descontentamento. Argumentei sobre como o programa foi criado, qual era o seu objetivo e por fim, que não tinha como saber quem usaria o dinheiro para comprar drogas ou outras coisas, e os que usariam o benefício de outra forma. Disse que o programa foi criado para um certo grupo de pessoas sem distinção, pois seu acesso era universal e que não havia como controlar seu uso, apenas sua manutenção.

Mesmo assim continuaram resistentes e argumentei que o PBF levava em conta o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que mostra o grau de desenvolvimento do país e que abrangia um grande número de pessoas. 

O contra argumento utilizado foi o de que deveria ser dado apenas para o nordeste, depois de minha fala de que o PBF tinha como finalidade tirar as famílias da situação de extrema pobreza.

Diante dessa proposta disse que seria inviável, uma vez que o Programa era para o Brasil todo e que era reconhecido internacionalmente como um dos maiores programas de erradicação da miséria e que por isso havia ganho vários prêmios, servindo de modelo para países mais desenvolvidos que  vinham para o Brasil estudar a fórmula do sucesso do PBF.

Apesar de minha argumentação ser embasada em fatos acessíveis a todos, as duas continuaram com suas opiniões e com a sua “verdade” de que o PBF nem deveria ter sido criado porque era “para dar dinheiro para vagabundo”.

Depois disso, senti a necessidade de uma sensibilização de nossa parte para que os trabalhadores se convencessem de que o PBF faz diferença na vida das pessoas daquela comunidade.

Abaixo, link do Departamento de Atenção Básica (DAB) com informações e perguntas frequentes sobre o Programa Bolsa Família .

Nenhum comentário:

Postar um comentário