Educação Permanente – Bolsa Família
A cozinha/escritório/sala de reuniões foi palco de uma
discussão sobre o Programa Bolsa Família (PBF). Duas trabalhadoras da unidade
de saúde disseram ser contra o Bolsa porque os beneficiários naquele território
na maior parte das vezes usavam o recurso para outros fins, como por exemplo, para
comprar drogas e bebidas.
O argumento era que o PBF incentivava o beneficiário a
não trabalhar e que as mães só iam à unidade para pesar e medir as crianças
porque ser não fossem, o dinheiro do Bolsa seria cortado. Disseram também não
ser justo pagarem tantos impostos e quem não trabalhava só ficava “vagabundeando”,
recebia o dinheiro a custas dos outros.
Aquelas falas me fizeram perceber que, talvez a falta de
conhecimento sobre o PBF pudesse ser o motivo do descontentamento. Argumentei sobre
como o programa foi criado, qual era o seu objetivo e por fim, que não tinha
como saber quem usaria o dinheiro para comprar drogas ou outras coisas, e os
que usariam o benefício de outra forma. Disse que o programa foi criado para um
certo grupo de pessoas sem distinção, pois seu acesso era universal e que não
havia como controlar seu uso, apenas sua manutenção.
Mesmo assim continuaram resistentes e argumentei que o
PBF levava em conta o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que mostra o grau
de desenvolvimento do país e que abrangia um grande número de pessoas.
O contra
argumento utilizado foi o de que deveria ser dado apenas para o nordeste,
depois de minha fala de que o PBF tinha como finalidade tirar as famílias da
situação de extrema pobreza.
Diante dessa proposta disse que seria inviável, uma vez
que o Programa era para o Brasil todo e que era reconhecido internacionalmente
como um dos maiores programas de erradicação da miséria e que por isso havia
ganho vários prêmios, servindo de modelo para países mais desenvolvidos que vinham para o Brasil estudar a fórmula do
sucesso do PBF.
Apesar de minha argumentação ser embasada em fatos
acessíveis a todos, as duas continuaram com suas opiniões e com a sua “verdade”
de que o PBF nem deveria ter sido criado porque era “para dar dinheiro para
vagabundo”.
Depois disso, senti a necessidade de uma sensibilização
de nossa parte para que os trabalhadores se convencessem de que o PBF faz
diferença na vida das pessoas daquela comunidade.
Abaixo, link do Departamento de Atenção Básica (DAB) com
informações e perguntas frequentes sobre o Programa Bolsa Família .
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